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Uma das ótimas coisas da vida é a amizade. Nos últimos tempos, graças à vida profissional de todos nós não temos dedicado muito tempo a ela. Fazemos contatos, sim. Mas eles são rápidos, profissionais e poucas vezes são cultivados, transformando-se em amizade.
Quando se trata do contato virtual, então, ele costuma se tornar frio, formal e não envolve nenhum tipo de relacionamento, já que o meio impõe uma separação. Mas se isso não acontecesse, seria possível fazer nascer uma verdadeira amizade a partir do contato virtual?
Para os que responderem não à pergunta, desculpem-me, mas vocês estão errados. É sim possível iniciar e expandir uma amizade virtual, ligando-se a pessoas que estão nos mais diversos cantos. E afirmo isso por estar ainda participando de um processo deste.
Como aconteceu? Vou contar a história: No final do ano passado descobri um blog que achei interessante e passei a visitar com frequência, o Corpus e anima, da Euza Noronha, a Loba. Nele, encontrei belos textos, ótimas poesias e acabei me convidando para participar do Amigo Oculto da Loba, uma brincadeira que envolvia vários blogueiros de várias partes do país.
A brincadeira me levou a conhecer vários outros blogueiros. E dos mais diferentes estilos e calibre. O Zeca, por exemplo, com ótimos textos que misturavam o cotidiano com ficção. Descobri, também, a poesia do Dácio, da Ceci, as lembranças da Beth, as reflexões da Crys, o bom humor da Dira, os textos e poemas do Miguel, o Adônis. Enfim, descobri vários blogueiros, com eles interagi e, dessa interação, foi nascendo uma amizade.
O grupo inicial, muito maior, acabou se desfazendo após a brincadeira. Alguns, animados inicialmente, foram se afastando, a começar pela Loba, que estava na muda. Depois, a Shi. Mais adiante, a Índia. Um pouco mais, a Elis. E no final, o Dácio. Cada um por motivos pessoais que, como amigos, entendemos.
Um pequeno grupo, no entanto, permaneceu. E graças ao contato virtual conseguiu estabelecer uma amizade que, olhando-se de perto, parece ter anos e ter nascida do contato diário, da troca de experiência, do convívio.
Sim, tudo isso aconteceu. Mas feito virtualmente. De início, era como uma amizade iniciante, com as pessoas se apalpando. Depois, foi ficando mais descontráida, cada um ganhando força e chegando à formação de um grupo, com as pessoas, mesmo longe, procurando dar suporte umas às outras.
Hoje, somos amigos. E esta é uma amizade que, embora seja virtual, não quero perder.


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