Estava quase na hora de sair para cortar o cabelo e a neve não parava de cair, estava sòzinha em casa e nem ao menos sabia falar sueco, como fazer para sair com aquele tempo se nunca tinha andado na neve.Sabia onde ficava o salão pois Leif havia me mostrado o lugar no dia anterior e até falou com a moca de lá o tipo de corte que eu queria. Naquelas alturas já havia me arrependido dezenas de vezes te querer cortar o pixaim, com certeza esta cabeleireira nunca havia chegou perto de um cabelo tão eletrizado quanto ao meu e nem saberia como cortar o bombril da negona. E pensar que poderia estragar o meu visual que já não era dos melhores ao invés de melhorar, ficaria parecendo a cuca do sitio do pica-pau amarelo e motivo de zomba dos meninos.
Calma Elizabeth pensei comigo mesma, acho que todo o seu nervosismo é por causa da neve.
Fui e voltei a janela diversas vezes tentando ver como as pessoas se comportavam ao andar na neve para que eu não paguasse de mico, será que preciso guarda-chuvas? Abri a janela e peguei com cuidado um pouco de neve no parapeito da janela. Me pareceu seca, não com certeza não precisaria guarda-chuvas. Anotei a data em que vi a neve pela primeira vez: 2 de novembro de 1989.
Deu vontade de telefonar ao Brasil e contar a novidade, mas fiquei achando que talvez me achem exibida.
Deu-me vontade de gritar de felicidade com a chegada da neve, e tristeza de não haver ninguem por pertopara compartilhar dessa alegria , misturado com aquele medo louco de sair a fora sòzinha na neve…
Leif chega em casa feliz da vida:
_Enfim as férias chegaram. Elizabeth vamos preparar os emninos e sairemos a velejar por duas semanas
_Maravilha.
O sol estava radiante e o calor bastante agradável, era meu primeiro verão na Suécia e como uma boa carioca não tinha a minima nocão que se podia fazer frio no verão. Coloquei nas mochilas somente shorts e camisetas e nos pés todos de sandálias.
No dia seguinte o tempo fechou e o frio chegou, tivemos de parar em uma cidade comprar meias e roupas de frio para os meninos e para mim, pois Leif estava com a mochila cheia de roupas de frio.
Em um outro verão , fui passear em Älvdalen Suécia com amigas do trabalho (na epoca trabalhava como ourives), iriamos ficar 5 dias fora visitando museus e algumas fábricas de jóias pelo caminho. O calor estava realmente demais, mas desta vez estava preparada com alguns agasalhos na bolsa. Lembro que estavamos de saida a um passeio para ver pedras de porfyr (tipo marmore, uma pedra sueco durissima de se trabalhar mas muito usada na fabricacão de jóias), e antes de sairmos comecou uma chuva muito forte e todas as minhas amigas tiraram das bolsas roupas de chuva, galochas e guarda-chuvas e para variar eu não tinha nada, fui obrigada a ir na chuva e cheguei de volta ao hotel ensopada. Minhas amigas perguntaram porque eu não havia levado roupas de chuva e eu respondi que nem ao menos tinha uma e de onde eu vinha, andar na chuva para ver pedra era passeio de louco…Dias de chuva só saimos de casa por necessidade, completei.

Hoje começo a escrever timidamente para o nosso blog, este maravilhoso espaço que é formado por amigos da mesma forma maravilhosos…
Tenho mantido contato com este grupo desde que a querida Loba tomou a iniciativa para realizar e me convidar para o amigo oculto de 2006 que foi um sucesso, pena ela estar ausente no momento deste grupo mas, sempre é lembrada com carinho por aqui…
As pessoas aqui são únicas e especiais:
Tem a Bethmaravilha que lá de longe, na terra fria dos galegos e galegas carrega nossas raízes embelezando e sendo o destaque naquele lugar…
Tem a Cecizinha, que não é a bicicleta mas é uma quase índia que tanto faz por nossos irmãos índios além de cuidar tão bem de todos nós…
Tem a Cryslinda de Belémbelém, sempre com sua agilidade e criatividade nos presenteando com suas “tiradas” rapidíssimas…
Tem a Elisalegria, sempre alegre e suas borboletinhas que teimam em querer carregá-la pelas costas para vôos tão altos…
Tem o brimo Dácio, que apesar de ausente no momento, está sendo lembrado sempre pos seus frutíferos e lucrativos negócios, a quantas deverá andar o tal do gumex??!
Tem a Diroca com sua meiguice e encantos mil, uma baixinha que qualidades que só seu pequenino corpo já não dá conta de guardar e que até agora já vai se casando com 5 maridos, aonde essa menina vai parar?
Tem o Linoel, o cara ecologicamente correto e que briga pela paz no mundo com iniciativas louváveis, RÁ! para você…
Tem o MC Miguel, esse gentleman que a todos sabe com muita educação agraciar…
Tem a Shi, putitanga!, que apesar de estar um tanto ausente, também é lembrada com carinho por aqui, sempre com suas palavras espontâneas…
Tem a Taíszinha, lá do planalto Central que com suas madeixas loiras encanta tantos marmanjos de cá e de lá…
Tem o Zecamigo, que devagar e devagarinho, já conquistou a simpatia de todos com seu companheirismo tão aflorado…
Tem alguns outros tantos que foram ficando pelo caminho, que tiveram que tomar outra estrada mas que também tiveram importância significativa. E tem eu, o Doni, que escrevo este texto, que sou hoje uma pessoa mais feliz por poder fazer parte deste universo tão criativo e interessante.

Recentemente separada de um casamento com um tempo razoável de vida a dois, nunca me aventurei a fazer feira sozinha. Se eu ia para os supermercados com o ex, ia para a parte melhor da feira. Deslizava na escolha dos produtos de limpeza, infinidade de absorventes, sabonetes, desodorantes, esmaltes e xampus. Era uma festa. Estava sempre testando um xampu novo, e mais absorventes para os dias de ciclo, para os outros dias.
Nunca soube o que acontecia do outro lado das prateleiras. Senão a parte dos biscoitos, chocolates e similares. Encontrávamos no caixa, cada um com a parte que lhe cabia e a feira estava feita. Não entendia de carnes, preços de alimentos, legumes, frutas, nada. Sabia dos últimos lançamentos de biscoitos e dos litros e litros de refrigerantes que fazia questão de pegar.
No primeiro mês de separação veio a constatação: preciso fazer feira. Uau! E agora? Chamar a mamãe? Quem sabe uma vizinha, a comadre, a melhor amiga. Alguém precisava me dizer como raios faria essa feira. Não. Melhor não. Se eu vou ter que fazer todos os meses sozinha, preciso aprender logo.
Imagina a dondoca aqui, bolsa ouro velho, salto alto, batom lilás, chegando num frigorífico e ficar feito cachorro faminto olhando as carnes na vitrine sem saber qual a diferença entre chã-sei-lá-de-que, e um ovo. O balconista lá, pacientemente olhando pra mim e eu sem saber como pedir o que. Vi fígado de boi. Ah, esse eu conheço. Esse eu tratava quando o ex trazia pra casa. Fui lá na maior cara de pau, uma autoridade danada e lanço a sentença: por favor, quero meio quilo desse fígado. Ora, pensei que era suficiente, e tal. O cara me olha, avalia a situação e tira 3 bifes bem pequenos, põe no saco, pesa e me diz com cara de deboche: “só isso, madame?” Não sei se o cara disse isso para rir da minha cara, não sei se me chamou de madame para irritar. Só sei que, sem saber o nome das outras carnes e nem sabendo como pedir, respondo como se soubesse o que estou dizendo: Só isso, obrigada. Dei a volta no carrinho que era maior que eu, onde um pacote de café (só um? Lembro que eram quatro para o mês) brigava com um pacote de biscoito e coloquei o mínimo saco com o fígado dentro. Arrumei a pose sobre o salto alto e continuei a minha primeira saga sozinha ao supermercado.
Claro que ainda voltei lá, no frigorífico, depois de dar voltas e voltas entre as prateleiras e ver como as pessoas compravam carne. Parecia uma maluca observando de longe. Olhei, olhei. Elas diziam o nome das carnes, determinavam os quilos, e eu observando tudo, atentamente.
Quando ninguém estava olhando, fingi ter esquecido e fui ver a carne moída. Essa, todo mundo sabe comprar, oras. Está ali, carne moída. Mais simples impossível. Tem até uma plaquinha sinalizando: carne moída. Como errar?Olhei a vitrine, olhei, olhei. E estava lá a carne moída. Feia de dar dó. E onde tava aquelas carnes moídas tão lindas que o ex trazia? Carnes novinhas, deliciosas, eram excelentes complementos nas lazanhas, cachorros-quentes e macarronadas. Mas aquilo era carne moída? Como duvidar da plaquinha. Por acaso não sei ler? Estava ali: carne moída.Putz. Mandei ver, depois de meia hora fingindo analisar as carnes. Por favor, coloque pra mim 1 quilo de carne moída. O rapaz ainda tentou me ajudar: dessa, senhora? E eu, ora, tem outra? Claro. Ele colocou a carne e encaminhei-me pro caixa, sentindo-me poderosa. Com apenas R$ 50,00 (cinqüenta reais), comprei carnes, presunto, queijo, biscoito e café. Comprei até um monte de alho. Adoro alho. É facílimo de comprar. Já vem embalado.
Deus existe, eu sei e uma senhora idosa me acompanhou. Tadinha, ou não sei se uma filha-da-mãe. Quando passei a carne no caixa, e após ter pago toda a feira, ouço da senhora o seguinte conselho:
Querida, deixa eu te ensinar uma coisa (será que me achou muito novinha? eba.), quando quiser comprar carne moída, escolha um pedaço inteiro de chã de dentro (que é molinha) e peça para moer na hora, na sua frente. As carnes moídas já prontas trazem gorduras, porque eles colocam toda a carne que sobra, ou carne difícil de vender. Ah, tá, muito obrigada. Mas essa eu já estou levando. Que maravilha. Fui pro carro, ainda ajudando a doce senhora a atravessar a rua. Caramba, por que raios ela não me avisou antes de eu passar no caixa?
Sei que a carne ficou boiando na geladeira. Fiquei com medo de consumir. E se tivesse muita carne estragada ali? Eca. Preferi não pagar para comer. De novo. Alguém chegou na minha casa e levou de presente o saquinho de carne moída da minha primeira feira, de mulher separada. Um dia eu aprendo. Precisavam me ver solta entre os corredores sujos de uma feira livre. Acho que já vivi o Vietnã. Mas isso eu conto depois.
Dira Vieira (http://madamemin.zip.net)
Linda gata de Belém,
todos nós estamos, em coração, abraçando-a, beijando-a e enchendo-a de mimos e de carinhos. Com sua alegria, suas tiradas engraçadas e toda disposição para nos alegrar, não poderia deixar passar uma data tão importante, sem deixar aquí registrado todo o carinho que tenho por você. E desejar, do fundo do coração, que a cada novo dia, portanto, novo aniversário, você receba mais e mais bençãos e seu sorriso se torne cada vez mais luminoso e radiante.
Beijo-te, com muito carinho e abraço-te, com enorme ternura.
Zeca
Texto baseado em várias modinhas de carnaval, canções de um tempo bom, que deixaram saudades e que marcaram muito nossas vidas… Bjos, Crys
- Oi, posso saber o seu nome?
- Colombina…
- Prazer, eu sou o Pierrô.
- Pierrô? Mas… Pierrô não é uma raça de cachorro?
(…)
No meio da conversa, Pierrô, se sentindo já íntimo, pergunta:
- Colô, e o seu namorado?
- Deve estar por aí. E você tem namorada?
- Eu tinha, a Camélia… mas ela morreu.
- Tadinha!
- Não fique triste você é muito mais bonita que a Camélia que morreu.
Sem pensar duas vezes, querendo conquistar a Colô, Pierrô se atira aos seus pés beija-lhe as sapatilhas… e diz:
- Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim, ó meu bem não faz assim comigo não, você tem que me dar seu coração.
- Você não desiste não é?
- Quando por mim você passa, fingindo que não me vê, meu coração quase se despedaça…
- É, mas eu já soube de um Pierrô apaixonado que vivia só cantando e por causa de uma Colombina acabou chorando…
- Mas por você meu bem, eu choraria dias e noites, mas do que chorei pela pobre Camélia… e, por favor, neste baile não se perca de mim, não se esqueça de mim, não desapareça…
Colombina abriu um sorrisinho maroto. Pierrô, pelo jeito ia se dá bem…
Do meio do salão a galera que já havia notado os dois enamorados, grita em coro:
- Vai, com jeito vai! (…).
Ele que não era bobo nem nada, tascou uma fungada no cabelo de Colô, cheirou-a e baixinho no seu ouvido disse:
- Vou beijar-te agora não me leve a mal… hoje é carnaval.
Nisso que Colô caiu nos braços do pierrô e se deixou beijar, num instante que olha para os lados, vê Zezé, seu namorado metido a machão, mas muito bronco, pergunta:
- Colombina é você?
Muito nervosa, com a cara pintada, conseguiu dizer:
- Não, eu sou a filha da chiquita bacana.
Zezé coçou a cabeleira todo desconfiado:
- Então cadê a sua casca de banana nanica?
Ela então sai de fininho e Zezé pergunta:
- Colombina aonde vai você?
Ela então diz:
- Eu vou dançar o iê iê iê…
Sem alternativa Colombina pegando Pierrô pelo braço, sai correndo o mais rápido que pode, foi difícil, porque tinha mais de mil palhaços no salão e eles atrapalhavam a fuga. Desesperada ela gritam no meio do salão:
- Ô abre alas! Que eu quero passar! Ô abre alas eu quero passar!
Já amanhecendo, finalmente, eles chegam no porto e tomam um barco para tomar banho em Paquetá, apressam o piloto, mas Zezé em seguida pega outro barco e diz ao remador:
- Rema rema rema remador, quero ver depressa o meu amor, se eu chegar depois do sol raiar, ela bota outro em meu lugar…
Enquanto isso, o palhaço bêbado, sentado no meio fio, vendo toda aquela cena não resistiu e aproveitou pra pedir:
- Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí! Me dá um dinheiro aí! Não vai dar? Não vai dar não? Você vai ver a grande confusão, que eu vou fazer bebendo até cair… mas antes dele cair, diz: pode me faltar tudo na vida, arroz feijão e pão, pode me faltar manteiga, e tudo mais não faz falta não, pode me faltar o amor , há, há, há, há! Isto até acho graça, só não quero que me falte, a danada da cachaça…
Zezé tadinho, com o coração despedaçado ficou lamentando:
- Essa história de gostar de alguém, já é mania que as pessoas têm, se me ajudasse Nosso Senhor eu não pensaria mais no amor…
E o Pierrô e a Colombina?
Ah! Eles foram felizes para sempre, ou melhor, até a última nota da derradeira marchinha na quarta feira de cinzas…
estou por aquí, mais perdid… que cachorr… que caiu do caminhão de mudança. vira prá lá, vira prá cá, corre atrás do próprio rabo e nada… o caminhão já virou uma das esquinas adiante e eu não ví qual. é a mesma coisa que ficar batendo com a testa na parede: testando, testando, testando…
Testando, disse o colega aqui abaixo…
Imaginei que estivesse pensando em teste mas não o foi executado ou foi? Pelo menos viu que bateu nas teclas e as letras saltaram, por um milage, caindo certinhas e ordenadas em linha, em sua primeira e não balbuciante locução. Brilhante. Estupefato com a ousadia, com a conquista, com o marco deixado sentiu-se firme: Teclando.
Assim agiam os desbravadores quando chegando em terras desconhecidas largavam um pedregulho lavrado, com insígnias, no solo virgem dos pés das “civilizações” que representavam. Ficou o marco sem identificação. Quase marquei o espaço para mim. Por falta do que escrever ali, sem assunto que prestasse, em respeito ao direito de propriedade, eis-me aqui no lote vizinho.
Que venham amigos! Dácio
Gente de minha gente, fuçador nato, assim como o Lino e outros, menos a Crys que fuça demais…rs, talvez porque viva no mato, principalmente sob mangueiras e menos ainda que Cherry, tadinha, hoje às voltas com o trânsito caótico entre carros e letras da faculdade, cheguei até aqui para esta participação. Sem um assunto definido mandei ver e deixo estas perdidas palavras encadeadas que com boa vontade de quem as ler fará algum sentido, seja em termos de direção, sentimento, percepção, estado de conservação, julgamento, matemática, lógica ou posição, algumas acepções do adjetivo, substantivo ou intejeição em tela. No mais, obrigado pela atenção a este assunto bem carnavalesco.
A partir de agora, e com o uso de um login criado especialmente para que os participantes entrem neste blog, todos poderão escrevere e, com isso, podemos começar as brincadeiras iniciais do Mascarados da Loba.
Cada um estará recebendo o login e a senha em seus e-mails do Grupo. Depois disso, é só entrar no blog e começar a escrever.
Se alguém tiver dificuldades é só me falar que providencio um Help para que todos possamos participar ativamente deste baile.
E vamos em frente.
Estava quase na hora de sair para cortar o cabelo e a neve não parava de cair, estava sòzinha em casa e nem ao menos sabia falar sueco, como fazer para sair com aquele tempo se nunca tinha andado na neve.Sabia onde ficava o salão pois Leif havia me mostrado o lugar no dia anterior e até falou com a moca de lá o tipo de corte que eu queria. Naquelas alturas já havia me arrependido dezenas de vezes te querer cortar o pixaim, com certeza esta cabeleireira nunca havia chegou perto de um cabelo tão eletrizado quanto ao meu e nem saberia como cortar o bombril da negona. E pensar que poderia estragar o meu visual que já não era dos melhores ao invés de melhorar, ficaria parecendo a cuca do sitio do pica-pau amarelo e motivo de zomba dos meninos.

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